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25/09/2008
Otimismo do pré-sal marca fim da Rio Oil & Gas 2008

O secretário José Lima de Andrade Neto, do Ministério das Minas e Energia (MME), afirmou hoje, na sessão plenária de encerramento da Rio Oil & Gas 2008, que o governo espera que o crescimento previsto com a descoberta da província do pré-sal se espalhe para além da indústria do petróleo. “Queremos que esta riqueza estimule a economia como um todo e se amplie para a sociedade”, declarou. Segundo ele, a indústria de petróleo já vem estimulando outros setores da economia, mas isso deve ocorrer com mais intensidade agora com as novas descobertas.

A edição 2008 da Rio Oil & Gas chegou ao fim batendo recordes em relações às anteriores. O evento recebeu 39 mil visitantes, 5 mil congressistas e 1.200 empresas de 23 países numa área de 35 mil metros quadrados, ocupando todos os cinco pavilhões do Riocentro – além de dois anexos. “O evento foi uma radiografia bem definida do momento atual da indústria no Brasil. Mais do que isso: a presença maciça de jovens estudantes e a aposta em um futuro mais promissor para o país e para a indústria”, afirmou José Jorge de Moraes, diretor do IBP e presidente do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas, em nome do presidente do Instituto, João Carlos de Luca.

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, traçou um panorama das mudanças que devem ocorrer no setor de petróleo com as novas descobertas, analisou as bruscas oscilações no preço do petróleo e ainda deu sua visão sobre o cenário financeiro no mundo e no Brasil.

Em sua palestra, o presidente da Petrobras lembrou que as reservas de apenas dois dos novos campos, Iara e Tupi, somam de 12 a 14 bilhões de óleo recuperável – o que quase dobra as reservas do país. Apesar disso, o executivo disse que não serão poucos os desafios enfrentados para explorar esse gigantesco potencial. Ainda de acordo com ele, o volume de reservas é tão grande que a capacidade instalada no mundo não é suficiente para essa exploração.

“Setores já altamente competitivos terão que ampliar sua capacidade produtiva, tecnologias terão que ser aprimoradas, o pessoal precisará ser qualificado e o volume de investimentos necessários será gigantesco. Em outras palavras, os desafios são enormes, mas as oportunidades ainda maiores”, declarou.

O executivo lembrou que, da área total de 112 mil km² das reservas do pré-sal, 41 mil km² ou 38% do total já estão concedidos, mas outros 71 mil km², 62% do total, ainda não. Nesse quadro, “caberá aos brasileiros decidir o que fazer”. Sobre a variação do preço do petróleo, Gabrielli disse que, além dos fatores de oferta e demanda, a oscilação ocorreu em função de componentes geopolíticos. “O preço dificilmente responde apenas a variáveis de mercado e econômicas. A história mostra isso”, afirmou. “Com certeza, os padrões do anos 90 não voltarão.”

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